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8 de jan de 2014

Dr. Pittsburgh #1

No escritório do Dr. Pittsburgh

Diga-me George por que você está aqui hoje?
─ Dr. Pittsburgh eu preciso de ajuda.
─ É para isso que estou aqui, diga-me qual é o seu problema?

Cada dia desprezo mais pessoas que se acham mais inteligentes e melhores que as outras.

Essas mesmas pessoas só conseguem ver os defeitos dos outros, só conseguem julgar os outros, só conseguem cobrar dos outros, só conseguem ver as boas ações que fazem, e às vezes não são nem boas ações.

O que mais me assustas dessas pessoas melhores que eu, e mais inteligentes que eu, é a capacidade delas de julgarem os meus atos e os atos de pessoas inferiores e desprovidas de inteligência, (como diz um amigo meu: “deficiente de inteligência”).

Eu discordo desses termos, e discordo ainda do poder de julgamento das pessoas que se acham melhores ou que pensam dessa forma.

Lógico que você sempre conhecerá algum babaca, ou agira como babaca alguma vez na sua vida. Mas terá pessoas que não acharam babaca alguém que você julga ser babaca.

Mas para mim pessoas que pensam dessa maneira, mesmo sendo inteligentes, são pessoas babacas, ou inteligentes babacas.

Eu não gosto muito daquela expressão: “A primeira impressão é a que fica”. Não se pode julgar alguém por uma única impressão que você tem dela.

Já fiz isso algumas vezes, e me surpreendi depois (evito muito de fazer isso). E já fizeram comigo isso algumas vezes e não deram oportunidade para que eu pudesse surpreender, ou vai ver deram e eu não consegui o feito.

Essas pessoas que julgam logo de cara, seu caráter, ou sua índole, ela deve ter superpoderes ou achar que tem superpoderes.

Eu estou ficando muito irritado com isso, o ponto de deboche que pessoas que se dizem melhores fazem com outras pessoas é tão grande, mais tão grande que chega a ser humilhante, e ultimamente estou vendo isso com frequência, e todos os dias, e não sei, sinceramente não sei como fazer para continuar vivendo em harmonia com pessoas assim.

Há um tempo eu estava conversando sobre um assunto em uma rede social com dois colegas meus, e do nada, praticamente como um relâmpago, surge um amigo meu, com uma resenha totalmente absurda sobre o assunto, que estávamos conversando, meio que “colocando vinho em um copo de água”, “confundindo o c* com as calças”, o que acabou nos assustando, fazendo um dos meus colegas sair da conversa, me fazendo “ignorar”, dar uma de doido, e ver o meu outro colega pacientemente explicar que o assunto “vomitado” pelo meu amigo, não se adequava a conversa que estávamos tendo.

O que foi em vão, afinal pessoas melhores que outras, não gostam de estar erradas sobre algo, mesmo sem ter conhecimento adequado sobre o assunto, esse meu amigo insistiu, bateu o pé, para começar uma discursão com o meu colega, paciente, um assunto que meu colega conhece muito bem, coisa que meu amigo não sabia.

Conversa, vai, conversa vem, meu amigo induzindo coisas e impondo coisas, para ganhar o argumento, sobre meu colega, e esperando likes, e aplausos de fantasmas, porque isso não aconteceu. Até que meu colega já sem paciência e com educação preferiu ignorar uma discussão sem futuro.

Um pouco antes disso, observei que uma amiga minha estava sendo ofendida nessa rede social, por postar noticias e algumas besteirinhas interessantes, por uma menina, que provavelmente estava com invejas por não receber tanta atenção, o que me fez ficar muito espantado, como um simples gesto natural de compartilhamento de opinião, pode ser um motivo para uma briga com fins mais graves.

Hoje em dias as pessoas estão tão preocupadas com as suas imagens, que qualquer coisa, é motivo para barraco, discussão, deboche, briga, e não duvido nada “Assassinato”, já que onde eu moro, o que mais aparece são pessoas sendo mortas por terem discutido com o assassino em algum lugar, por acerto de contas, ou por coisas mais estupidas.

As pessoas esqueceram que elas são mais que sua imagem, elas esqueceram que elas são pessoas e que elas vivem em sociedade, que existem pessoas com opiniões diferentes, sobre assuntos diferentes e maneiras de comportamentos diferentes.

Elas esqueceram que caráter, índole e modos de agir, são o que realmente pode abalar sua imagem.

Quando era criança eu fazia a primeira serie, e um menino da quarta me chamou de “filho de uma garota de programa”, eu fiquei com raiva e surrei o menino, sim surrei. Chequei em casa levei uma surra da minha mãe, que disse:

Deixava o menino falar o que quisesse você sabe que eu não sou o que ele disse, não tinha pra que ter batido no menino, agora quem foi visto como errado foi você.”.

Eu era criança e não tinha entendido muito bem o que ela tinha me dito, mas parei de brigar na escola, para não levar uma surra quando chegasse em casa, mas continuava brigando fora da escola.

Até que um dia, um pouco mais velho, comecei a ser ofendido pela minha aparência, e comecei a entender que se eu me importasse com o que as pessoas diziam de mim, era porque elas teriam um pouco de razão, parei de brigar, as falácias aumentaram, afinal o que eles mais gostavam era de me verem com raiva, e tentando agredi-los, mas nunca fui de agredir ninguém mais fraco que eu, e agredir quatro, cinco, seis pessoas seria complicado, ir pra diretoria com toda essa quantidade de pessoas se fazendo de vitima.

Entendi completamente o que minha mãe disse, e hoje quando alguém falar os deboches que falavam antes, eu ignoro, ou me aproximo com educação e calo de maneira educada.

“Você deve achar legal, ofender alguém perto de sua namorada, mas acredito que ela deve achar isso muito imbecil de sua parte.”.


Por conta desses tipos de situações ando evitando adentrar-me em discussões.

Então era isso Dr. Pittsburgh.

(Silencio)

─ Dr. Pittsburgh?

(Silencio)

─ Dr. Pittsburgh?! O senhor está aí?

(Rodolfo se levanta e procura o Doutor pela sala, descobrindo que estava sozinho, até que encontra uma folha na poltrona do Doutor.).

─ Você fala demais! Cansei! Passar Bem.

Ass: Dr. Pittsburgh.

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