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5 de jun. de 2015

Primeiro dia



Eu lembro do primeiro dia, tinha muita gente triste, muita gente sozinha.

Eu lembro do primeiro dia e tinha muita gente estranha, muita gente triste, 3(três) malucos fazendo arte, e nós dois estávamos lá, ao redor de uma loucura, dentro de um sonho, de um pesadelo.

Eu suava muito, e ela também, eu queria proteger ela, ela queria ficar comigo. Eu também queria ficar com ela.

Eu lembro do primeiro dia, era na verdade uma noite, e estávamos lá juntos. Em um pesadelo, ou era sonho, mas eu queria ela ali, e queria abraça-la, ela tava me olhando de canto de olho, e eu acompanhava seu olhar, ela sorria de uma forma sexy. E os três malucos fazendo arte, e as pessoas tristes, e assustadas, e nós dois enamorando, se olhando e se esbarrando.

Lembro do primeiro dia, lembro de como eu a queria. Eu ficava atrás dela abraçando, e ela de mão dada comigo, não lembro quando dermos a mão, mas não queria soltá-la, e ela me olhava de canto de olho com um sorriso me guiando naquele pesadelo.

Lembro do primeiro beijo, saímos com as mãos ainda dadas, e se olhando, sem conversar muito,
eu estava nervoso, mas ela me olhava e sorria.

Sentamos nos beijando e foi assim que eu me lembro, lembro do primeiro dia, que era na verdade uma noite, uma noite feita para nós dois.

Eu lembro que eu só queria beijá-la por mim até hoje eu não teria saído de lá.

16 de setembro.


11 de jan. de 2014

Coisados #3

As últimas palavras dela para ele foram congelantes. Não por conta do inverno chinês no mês de Janeiro, nem por conta do ar gelado que saia da sua boca por conta do sorvete de napolitano, mas pelo arranhão que causou na armadura do seu peito, fazendo lembra-lo que ainda tinha coração.

Fazia cerca de 8 anos que ele ouvira tais palavras, fazia cerca de 8 anos que eles nunca mais se viram.

A penúltima noticia que ela ficou sabendo dele, foi que tinha saído da cidade natal dos dois, cerca de um ano depois da morte do seu pai. E que voltara para visitar um amigo que se meteu em um acidente de transito provocado por dois bandidos.

A a penúltima  noticia que ele ficou sabendo dela, foi que ela descobriu que seu marido a traía desde o tempo em que eram namorados, e que ela o tinha perdoado e estava feliz.

A ultima vez foi que ela se separou do marido, logo depois que seu terceiro filho nasceu.

A ultima vez que ela ficou sabendo sobre ele, foi que finalmente ele tinha se casado com seu grande amor. Foi no mesmo dia que ela lembrou das palavras congelantes.

8 de jan. de 2014

Dr. Pittsburgh #1

No escritório do Dr. Pittsburgh

Diga-me George por que você está aqui hoje?
─ Dr. Pittsburgh eu preciso de ajuda.
─ É para isso que estou aqui, diga-me qual é o seu problema?

Cada dia desprezo mais pessoas que se acham mais inteligentes e melhores que as outras.

Essas mesmas pessoas só conseguem ver os defeitos dos outros, só conseguem julgar os outros, só conseguem cobrar dos outros, só conseguem ver as boas ações que fazem, e às vezes não são nem boas ações.

O que mais me assustas dessas pessoas melhores que eu, e mais inteligentes que eu, é a capacidade delas de julgarem os meus atos e os atos de pessoas inferiores e desprovidas de inteligência, (como diz um amigo meu: “deficiente de inteligência”).

Eu discordo desses termos, e discordo ainda do poder de julgamento das pessoas que se acham melhores ou que pensam dessa forma.

Lógico que você sempre conhecerá algum babaca, ou agira como babaca alguma vez na sua vida. Mas terá pessoas que não acharam babaca alguém que você julga ser babaca.

Mas para mim pessoas que pensam dessa maneira, mesmo sendo inteligentes, são pessoas babacas, ou inteligentes babacas.

Eu não gosto muito daquela expressão: “A primeira impressão é a que fica”. Não se pode julgar alguém por uma única impressão que você tem dela.

Já fiz isso algumas vezes, e me surpreendi depois (evito muito de fazer isso). E já fizeram comigo isso algumas vezes e não deram oportunidade para que eu pudesse surpreender, ou vai ver deram e eu não consegui o feito.

Essas pessoas que julgam logo de cara, seu caráter, ou sua índole, ela deve ter superpoderes ou achar que tem superpoderes.

Eu estou ficando muito irritado com isso, o ponto de deboche que pessoas que se dizem melhores fazem com outras pessoas é tão grande, mais tão grande que chega a ser humilhante, e ultimamente estou vendo isso com frequência, e todos os dias, e não sei, sinceramente não sei como fazer para continuar vivendo em harmonia com pessoas assim.

Há um tempo eu estava conversando sobre um assunto em uma rede social com dois colegas meus, e do nada, praticamente como um relâmpago, surge um amigo meu, com uma resenha totalmente absurda sobre o assunto, que estávamos conversando, meio que “colocando vinho em um copo de água”, “confundindo o c* com as calças”, o que acabou nos assustando, fazendo um dos meus colegas sair da conversa, me fazendo “ignorar”, dar uma de doido, e ver o meu outro colega pacientemente explicar que o assunto “vomitado” pelo meu amigo, não se adequava a conversa que estávamos tendo.

O que foi em vão, afinal pessoas melhores que outras, não gostam de estar erradas sobre algo, mesmo sem ter conhecimento adequado sobre o assunto, esse meu amigo insistiu, bateu o pé, para começar uma discursão com o meu colega, paciente, um assunto que meu colega conhece muito bem, coisa que meu amigo não sabia.

Conversa, vai, conversa vem, meu amigo induzindo coisas e impondo coisas, para ganhar o argumento, sobre meu colega, e esperando likes, e aplausos de fantasmas, porque isso não aconteceu. Até que meu colega já sem paciência e com educação preferiu ignorar uma discussão sem futuro.

Um pouco antes disso, observei que uma amiga minha estava sendo ofendida nessa rede social, por postar noticias e algumas besteirinhas interessantes, por uma menina, que provavelmente estava com invejas por não receber tanta atenção, o que me fez ficar muito espantado, como um simples gesto natural de compartilhamento de opinião, pode ser um motivo para uma briga com fins mais graves.

Hoje em dias as pessoas estão tão preocupadas com as suas imagens, que qualquer coisa, é motivo para barraco, discussão, deboche, briga, e não duvido nada “Assassinato”, já que onde eu moro, o que mais aparece são pessoas sendo mortas por terem discutido com o assassino em algum lugar, por acerto de contas, ou por coisas mais estupidas.

As pessoas esqueceram que elas são mais que sua imagem, elas esqueceram que elas são pessoas e que elas vivem em sociedade, que existem pessoas com opiniões diferentes, sobre assuntos diferentes e maneiras de comportamentos diferentes.

Elas esqueceram que caráter, índole e modos de agir, são o que realmente pode abalar sua imagem.

Quando era criança eu fazia a primeira serie, e um menino da quarta me chamou de “filho de uma garota de programa”, eu fiquei com raiva e surrei o menino, sim surrei. Chequei em casa levei uma surra da minha mãe, que disse:

Deixava o menino falar o que quisesse você sabe que eu não sou o que ele disse, não tinha pra que ter batido no menino, agora quem foi visto como errado foi você.”.

Eu era criança e não tinha entendido muito bem o que ela tinha me dito, mas parei de brigar na escola, para não levar uma surra quando chegasse em casa, mas continuava brigando fora da escola.

Até que um dia, um pouco mais velho, comecei a ser ofendido pela minha aparência, e comecei a entender que se eu me importasse com o que as pessoas diziam de mim, era porque elas teriam um pouco de razão, parei de brigar, as falácias aumentaram, afinal o que eles mais gostavam era de me verem com raiva, e tentando agredi-los, mas nunca fui de agredir ninguém mais fraco que eu, e agredir quatro, cinco, seis pessoas seria complicado, ir pra diretoria com toda essa quantidade de pessoas se fazendo de vitima.

Entendi completamente o que minha mãe disse, e hoje quando alguém falar os deboches que falavam antes, eu ignoro, ou me aproximo com educação e calo de maneira educada.

“Você deve achar legal, ofender alguém perto de sua namorada, mas acredito que ela deve achar isso muito imbecil de sua parte.”.


Por conta desses tipos de situações ando evitando adentrar-me em discussões.

Então era isso Dr. Pittsburgh.

(Silencio)

─ Dr. Pittsburgh?

(Silencio)

─ Dr. Pittsburgh?! O senhor está aí?

(Rodolfo se levanta e procura o Doutor pela sala, descobrindo que estava sozinho, até que encontra uma folha na poltrona do Doutor.).

─ Você fala demais! Cansei! Passar Bem.

Ass: Dr. Pittsburgh.

7 de dez. de 2013

Só pra não perder a forma!

Aquele acidente na noite de 5 de dezembro de 2013.

Ele não queria ter morrido, não queria ter provocado dor e sofrimento na vida de seus familiares, amigos e de pessoas ordinárias.

Estava apenas descendo do ônibus 5210 em Mangabeira, para pegar qualquer ônibus que fosse para os bancários, assim são todas suas noites quando não precisara ir a aula ou trabalhar.

Não conseguia pensar em mais nada a não ser em descer os dois degraus da porta de saída do 5210 ir para calçada e andar 3 quadras até chegar a outra principal do bairro, onde pegaria o ônibus para seu destino.

Estava com a garganta um pouco seca, e com os músculos da perna doendo, pelo andar nem parecia que tinha vinte e poucos anos, parecia mais um velhinho de sessenta e nove com problemas de coluna descendo degraus vagarosamente.

O motorista pensava que ele era deficiente, não só o motorista como os outros passageiros, e a moça magrinha de cabelos loiros, coco chanel e vestido marrom mofado que o lembrou a atriz de Bastardos inglórios, só que mais bonita e mais nova, ele próprio também pensava que era um deficiente.

Antes de começar qualquer desejo assombroso e intimo sobre a moça magra de cabelos loiros coco chanel, e vestido marrom mofado que lembrava a atriz de bastardos inglórios só que mais bonita e mais nova, ou de pegar seu celular em uma bolsa de algodão azul que mais parecia uma sacola de carregar farinha, para ver a hora.

Assim que tocou os pés no asfalto e deu um passo para calçada, um táxi siena, bate na sua perna direita a exatamente 40 km/h fazendo seu corpo se elevar do chão, e suas costas baterem em cima do capô do taxi, sua cabeça no para-brisa, parecendo aqueles bonecos de bambu que são modelos de anatomia.

O taxista continuou acelerando até o corpo cair de cabeça no asfalto.

O ônibus tinha ido embora, felizmente a moça magra de cabelos loiros coco chanel, e vestido marrom mofado que lembrava a atriz de bastardos inglórios só que mais bonita e mais nova, não tinha prestado atenção no que ocorrerá ao lado da sua janela, pois estava digitando rs, rs, no chat do facebook, comentando sobre um rapaz que descia do ônibus como se fosse um personagem de
monty phyton no episódio Ministry of Silly Walk.

Na mesma hora e mesmo minuto que a cabeça do rapaz de vinte poucos anos tocou no solo, Jorge acabará de fazer um golaço contra o time da cidade de cima da sua rua, depois de ter driblado os três jogadores mais violentos do bairro.

A 3.000 e poucos km de distancia, Fernanda fecha a porta após escutar sua irmã reclamando da dor na coluna, antes de colocar Alive de Pearl Jam no ultimo volume.

O Abolicionista @Zumbi_Valeu lamenta a morte de Nelson Mandela no Twitter. 

A 500 metros do acidente, Juliana é pedida em noivado. 

Na escola do Liceu no centro da cidade, Luiza esta se dando bem em uma prova de Português.

Perto da praia Julio é pego por sua mulher com uma amante em um restaurante, a 800 metros dessa briga, Emmanula acende um "beck"

Nos Bancários, Joaquim acende um cigarro depois de ter voltado da escola onde ensina.

No alvoroço do acidente, Neto rouba a bolsa de algodão azul de Thiago, que esta imóvel do lado do táxi.



4 de mar. de 2011

Em uma ilha perto de Taiwan...


- Você não deveria ter roubado esse iate!

-Por quê?

- Porque o dono desse iate deve ser algum cafetão chinês, seqüestrador de crianças, traficante de drogas. Sem falar que esse transporte chama muita atenção, para um resgate em uma ilha deserta, no meio do dia.

- Tu querias que eu roubasse o que?! Porra! Um barquinho de madeira?! Para que assim que agente subisse, o pescador começasse a gritar chamando agente de ladrão?!

- Não meu irmão, mas poderia ter pegado um barco menos chamativo fio?!

- Mas, ele é tão bonito, que eu nem pensei duas vezes.

- Se nós formos vistos, morremos!

- Relaxa Apolo, os vidros são aprova de balas.

- Como você sabe?

*Dude puxa a arma do bolso com uma cara de poderoso chefão, atirando para o vidro mais escondido do iate. O vidro quebra-se, fazendo com que ele fique com uma cara de surpreso e envergonhado ao mesmo tempo*

- Foi mal...

- Vidro quebrado! E Menos uma bala.

- Um ’trinta e oito’, do outro lado do mundo, eu poderia pensar em qualquer arma, mas não um ‘trinta e oito’. É como se eu tivesse usando uma peixeira vestido de Samurai.

- Um ‘trinta e oito’ com 5 balas.

- Mas ainda  temos a “beretinha rosa”.

- É verdade.
* Ambos dão uma crise de riso *

P.S: Para saber mais sobre a 'trinta e oito' e outras armas, indico a vocês este link : Especial Armas de Fogo

9 de jan. de 2011

Voltando para casa

Mônica está na janela, com o queixo encostando nos braços entrelaçados, olhando para rua, despertada por um som de um carrinho de mão, que ecoou pela casa toda, pela rua inteira, um som que não acordou ninguém, apenas quebrou o silencio mórbido.

- Essa é a hora mais bonita do dia, onde a maioria das pessoas dormem, hora que os amantes se despedem, que os trabalhadores que ganham menos tomam banho para ir a luta, que os que tem insônia dão boa noite pra lua, e se preparam para dormir.

Essa é a hora que Mônica pensa em Apolo, que está na janela pensando em Mônica, vendo o bar da frente de casa se fechando, os últimos "morceguinhos" dando os últimos goles de seus vinhos.

Essa é a hora que ambos querem ficar juntos, mas tudo que se tem é apenas um desejo.

19 de mar. de 2010

Despertar, para poder dormir de novo.(parte 2)

Já na sala do hospital, depois da cirurgia, Jhonny não para de observar as brechas de luz da persiana com listras horizontais saindo da janela parte luz parte sombra, que iluminam toda sua cama chegando ate o travesseiro. Jhonny não vai dormir, ate esquecer de todo o sonho, ate parar de sentir as mãos em seu cabelo, agora careca, e esquecer as vozes em seu ouvido. Que depois de muito tempo teve resposta.

Ao lado da cama, a um criado mudo com umas flores e um cartão que estavam ali desde que ele chegou no hospital, não lido por Jhonny. É um recado de Mônica sua ''sobrinha'' e de seu sobrinho Apolo. Jhonny abre a carta e o previsível estava escrito, uma foto com os três fazendo careta, e uma frase ''me casa su casa'', P.S: que a força esteja com você, veio Ass: apolo.

Jhonny tem cerca de 32 anos, um metro e setenta e pouco de altura, mas aparenta ser maior, por conta de seu corpo, é um viajante muito conhecido por pessoas que trabalham com serviço social, pesquisadores e cientistas.

Desde a morte de seu melhor amigo que sofreu um atentado em 2014 por conta de um rebelião (se existia alguém capaz de conquistar a Ásia, a Europa, a Oceânia e mais um continente a sua escolha, esse alguém tinha que conhece-lo), Jhonny não voltava ao Brasil. O exilo aos novos patriotas, pode se dizer que foi algo muito forte, algo que abalou não só o Brasil mas toda a humanidade. já que tiveram a chance de hospeda-los.
Entre todos os países já visitados por alguém nenhum ensina mais do que os países da África a segunda casa desse viajante.

 O sol já esta se pondo. A ultima noite de Jhonny no temido hospital de neurocirurgia de Juiz de Fora.' tenho que dormir  Antonio vira me buscar logo cedo'

'Toc, toc, toc...'(som na porta)

.'..é você ?*pessoa na porta*

* Um voz suave, de mulher

sim, quem deseja ? *Jhonny*

'Vem aqui e nem visita os amigos em?! que consideração logo a mim !'
'-hahaha  principalmente a mim.'

* essa interrogação e essa brincadeira só poderia ser de uma pessoa.Um ar gelado percorre o corpo de Johnny por inteiro ate chegar no coração, seus olhos começam a lacrimejar, mas sessão subitamente...*

'Espere deixe eu abrir aporta, não quero ficar deitado quando lhe ver'

*Jhonny se dirige para a porta com o frio em seu peito cada vez mais forte, suas mãos estão tremendo, para um homem de sua idade, isso é muito estranho, parece ate um adolescente. O suor por sua cabeça está tomando conta do seu corpo.*

' BUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!! ' ( a porta abra )

'Que demora, cansei de esperar'

*Era ela, seu rosto e sua voz não poderia ser outra pessoa, era ela, alguém que Jhonny não queria que o visse nesse estado, o sossego de Johnny acaba de perturbar sua agonia*

'Agora só saiu quando ver você no ar'

7 de mar. de 2010

Caleidoscópio de lágrimas.

'A luz está incomodando o senhor?'

pergunta a enfermeira da sala de cirurgia

'O que importa? eu já vou dormir mesmo'

 Mas uma vez o sorriso sarcástico de johnny aparece em sua face arredondada e rosada, a cabeça rapadas fazia Johnny lembrar de muitas coisas, como a primeira vez em que passou no vestibular, e de seus amigos que outrora também passaram. Ele não conseguia tirar o sorriso dos seus lábios apesar de estar muito inseguro, e com muito medo, mas não queria preocupar a enfermeira que o olhava constantemente.

'O Dr já está chegando não se preocupe logo, logo o senhor vai acabar dormindo'

'Espero que ele seja tão bom quanto me disseram e espero que ele ainda odeie falhas e erros como antigamente'

'Não se preocupe senhor o Dr. Chavier é muito bom'

'Isso eu sei, porem espero muito que seja certeza'.

As portas da sala se abrem finalmente o tão esperado Dr.Chavier aparece, um homem magro de estatura um pouco alta, caucasiano, mão grandes, e rosto arredondado, cabelos negros, curto, costeletas quadradas, e muito serio promovendo um ar de segurança.

'Ai esta ele não mudou nada'.

A vista de johnny começa a embaçar, os olhos já não conseguem detalhar a fisionomia de ninguém na sala de operação, ate um pequeno sussurro sai da sua boca, 'agora não tem mais volta'.

É a segunda operação de Johnny, mas a primeira dentro do seu corpo e logo no único órgão que ele confiava e se orgulhava tanto.

Uma coisa ele sabia que seu sonho não seria nada agradável.

Sua infância lhe passou por segundos, sua adolescência demorou muito para partir de sua mente deitado no colo de alguém em um sofá de ferro com poucos colchões em cima, no local mas freqüentado por sua vida estudantil. Uma conversa estranha começa a ser relembrada, uma conversa que ele nunca disse tudo que podia, agora a uma nova chance.

Dr. Chavier é um homem muito preciso em suas operaçãe, tem uma aparência fria e severa, mas odeia perdas em sua mesa, um cristão muito devoto, coroinha quando criança, e um católico apostólico romano conservador, vai a igreja todos os domingos quando não tem plantão, e quando tem compensa aos sábados, ler a bíblia para adquirir conforto, um homem muito invejável por muitas pessoas, dentro e fora de seu habita.

Até mesmo para o próprio Johnny que o conhecia de longa data, amigos distantes, com pensamentos diferentes que sempre entravam em discussões porem amigos um admirava o outro em termos de conhecimento, de épocas distintas, e ambos foram educados para serem cavalheiros coisa rara, nas épocas contadas.

'Não consigo mas ver você como antigamente, Johnny fala para garota que escora sua cabeça, o alisando com mãos tímidas e delicadas'

As lágrimas de Johnny começaram a aparecer na sala de cirurgia, onde o Dr.Chavier continua a mexer em seu cérebro.

'O paciente está reagindo a anestesia doutor'

Diz a enfermeira alertando-o da situação.

'Isso mostra que ele ainda esta bem, ele aguenta, em breve o acordaremos'

Normalmente as operações no cérebro são feitas com os pacientes acordados, mas em alguns casos é melhor deixar a vitimas dormindo para que não entre em pânico mesmo com a anestesia.

Uma hora e meia se passam ate que finalmente o acordam.

'Ei amigo não dorme de novo preciso de você acordado'

'Obrigado por vocês terem me acordado aquele pesadelo já estava me fazendo chorar'

'Você esta sentindo o meu dedo na sua cabeça?'

Pergunta o Dr. a Johnny

'Lógico que não, não me faça preferir voltar ao pesadelo'

'Ok, ok só estava brincando, você não mudou nada, isso é bom'

'Já ta perto?'

'Sim daqui a pouco eu vou costurar a sua cabeça de novo!'

' Jr. , ou doutor  faz um favor?'

'Diga!'

'Me apaga antes por favor, pelo amor seu Deus'

johnny fala realmente serio e nervoso

'hahaha! só por causa disso vou lhe deixar acordado'

'Muito obrigado!!!'

O sono de Johnny esta voltando, e mais uma vez ele sussurra outra frase
'Obrigado pela nova chance'.

E ele volta para o mesmo sofá, com as mesmas coxas e a mesma musica tocando em seu ouvido
e diz, obrigado por estar de volta...

'Agora estamos quites'

27 de jan. de 2010

Despertar, para poder dormir de novo.(parte 1)


5 horas da manhã, era a rodovia entre a cidade da Bahia com João Pessoa, um ônibus parado no acostamento, perto de uma floresta que faz parte da mata atlântica, se não me engano pelo que vi, o ônibus não era adequado para viagens, era um onibus clandestino azul celeste, pneus carecas, calotas brancas totalmente sujas de barro, cadeiras de couro marrom desbotadas e algumas rasgadas mostrando uma espuma amarelada. O ônibus quase tombando para a mata com a porta do motorista aberta, dentro havia duas pessoas e eu suposta mente, uma estava no fundo do onibus deitada sobre duas cadeiras, coberta em um lençol branco com bolinhas azuis, seu corpo todo coberto, ate mesmo seu rosto e a outra, um rapaz que estava no meio do onibus do lado direito, voltado pra mata, com sua cabeça cortada e encostada no vidro.

Fora do ônibus tinha três pessoas ou  ate mesmo mais perto da mata, não consegui ver o rosto de nenhuma delas, foi tudo muito rápido, mas parecia tudo tão real, me senti como se estivesse lá realmente, afinal não tem como esquecer aquela parte da BR que liga a Bahia com  João Pessoa, lembro que fui la em 2007 em uma viagem de campo com minha turma no fim do meu ensino médio, paramos la para tirar uma fotos da vista, foi muito engraçado.


Não consigo tirar a mancha de sangue no vidro do ônibus, que vinha da cabeça daquele cara, a luz do sol que refletia na janela daquela lata velha era tão forte que em vez de destacar o rosto do cara, o escondia ainda mais, a voz que vinha de fora do ônibus era uma gargalhada que me deu arrepios, fiquei paralisado, e acordei, não sou de lembrar os meus sonhos, mas foi tão real e estranho ao mesmo tempo.

'Nossa cara que sonho sinistro, estou viajando ate agora, com o que você me contou, essas coisas, são do nosso inconsciente talvez ele queira lhe dizer algo'

'Se ele que me dizer algo não faz diferença eu preso aqui mano, preso nessa porra de hospital, com essa comida ''deliciosa'' e meu grande companheiro de quarto que ronca que é uma beleza'

'Veja o lado bom(abrindo um sorriso sarcástico) pelo menos você está bem, não esta em um onibus clandestino, com uma cabeça cortada, no meio do nada'

'Antes la do que aqui Antônio, falando em cabeça cortada estarei
daqui a pouco com uma'



'Mas quando voltar não vai estar em um ônibus Johnny !'



'Boa Antônio dessa eu gostei'.



'Eu sei mas você vai ficar bem aqui sozinho?Ate a hora da cirurgia?'



'Pode deixar, eu estava aqui sozinho quando vim no estava?! '



'verdade'



(Antônio se retira da sala se despedindo de seu amigo Johnny)



'É Antônio quem não estarei em um ônibus, mas poderem estar em um caixão...'



( Um som de uma enfermeira vagueia pelo quarto de Johnny, Dr.Chavier, compareça a sala de cirurgia...)



Dr.Chavier, compareça a sala de cirurgia...Dr.Chavier, compareça a sala de cirurgia...



É... antes lá do que aqui.(com um sorriso sarcástico maior que o de Antônio)


23 de jan. de 2010

Perfil: Apolo

OBS:
Irei falar sobre o perfil de alguns personagens no decorrer da trama,
deveria ter feito isso antes porem, tive essa idéia agora me desculpem.

Para quem ler, já leu algum conto desse blog, com certeza já viram algum conto,
na verdade a maioria deles, com esse personagem na estória

tempo e ordem cronológica : relativa os contos são aleatórios, normalmente fora de ordem, recomendo lerem primeiro os mais antigos.(por data)
(mesmo sendo fora de ordem você entendera o decorrer da trama traquilamente )
Os contos com Apolo se passaram antes de Mônica e depois de Mônica ( AM e DM )
Antes de Mônica : desde o nascimento ate os  19 anos
Depois de Mônica : dos 19 anos, aos seguintes.

Fisionomia : Cabelo cacheado, castanho escuro (preto), um metro e setenta, caucasiano, não tem tatuagens,
e nenhum detalhe no seu corpo *por enquanto*.
Usa vestimentas as primeira que ver no armário, preferência de roupa as mais velhas possíveis.
Sapatos: qualquer coisa que se calce, preferência descalço.
(o resto deixo por conta da imaginação de vocês.(como leitor gosto de imaginar os personagens da minha forma, mas a ocasiões que terei que descreve-lo por inteiro.

p.s : primeiro personagem descrito. outrora os outros serão descritos.
Ass: [T]

13 de nov. de 2009

Uma viagem só de ida. [Parte2]

Apolo estava, na praia de Cambôinha, uma praia entre a BR de João Pessoa para Cabedelo( ou vice e versa).A chuva estava cada vez mais forte não parava de cair em nenhum instante, raios apareciam no mar, e os fleches de relâmpagos cada vez mais perto, a maré está enchendo, se misturando junto a com a chuva, em uma noite destas muitas coisas esta para acontecer, além do acidente de Dude, Apolo não quer aparecer em uma foto na primeira pagina dos jornais, e muito menos com as pessoas ao seu lado, uma garota ''estranha'', loira do cabelo curto, roupa preta metida a puck ‘’patricinha revoltada’’, branca, olhos azuis, e um tênis all star, ao lado dela caído entre a areia perto do mar havia uma outra pessoa um cara ‘’muito sem noção’’, alto, magro de cabelo grande, andu lado, também de preto e de all star que não param de vomitar e rir nomeio da tempestade.


- Para que as aspas? (Diz Apolo comentando sobre a mensagem de Dude).

- Ele sempre fala palavrão!(abrindo um sorriso sarcástico).


- Gente eu sinto muito, mas é hora de ir, daqui a pouco os raios chegaram à praia.


As duas pessoas não param de rir e vomitar simultaneamente, sorte que Apolo é muito paciente na hora de ir para casa, quanto mais demorar melhor, mesmo, no meio de uma tempestade, encharcado de água por todos os lados molhando o seu coturno, e com raios e relâmpagos, junto de dois malucos, filhos de papai.


Apolo começa a andar, dizendo apenas um falou para seus ''amigos'', que assim que o escutam começam a correr em sua direção, o carro está cerca de cem metros da praia a única coisa clara são as lanternas dos celulares Nokia dos três. O silencio sempre quebrado por piadinhas dos dois ‘’amigos’’ bêbados.


Apolo estranha um barulho forte vindo da direção de onde o carro estava.

- silencio galera!

- por quê?! RS RS RS...

- pra não chamar atenção.

- de quem? Da chuva?RS RS RS RS...

- ah esquece.


Ao se aproximarem do carro perceberam que ele não estava como deixaram, o carro que estavam era um palio vermelho, do ‘’cara muito sem noção ’’, o carro agora estava todo arranhando e com o vidro do lado do motorista quebrado.


(quem é o bandido que roubaria o som de um carro em uma tempestade em Cambôinha?)
Finalmente os risos dos dois pararam porem o de Apolo, tinha acabado de começar!


O cara ‘’muito sem noção’’ mão acredita no que ver...

- filho da puuuuta.

- calma já aconteceu no podemos fazer mais nada, você que pediu para parar aqui.

- quem foi o mizera que fodeu o meu carro?

- foi João!

- João?

- João aquele que te comeu atrás do portão...

- RS, rs, RS, RS, rs,

(Apolo e a garota loira começaram rir)

- muito foda, não gostei mais foi muito foda. (o cara ‘’muito sem noção’’ voltou a pequena sanidade que tinha depois da piadinha do seu amigo)


Um dos arranhões do carro tem um nome gigante João, detalhes que o nervosismo do ''cara'' não poderia ter reparado. Fora os arranhões, o vidro quebrado e do som roubado, uma jaqueta jeans de Apolo também tinha sido levada.

- agora a graça acabou vamos atrás destes filhos da puta que roubaram a minha jaqueta.

- demorou! Os caras do carro poderiam ter pego qualquer coisa as rodas, até mesmo o carro, mas teriam que ter deixado a jaqueta.(motivo besta, para procurar encrenca mas sempre tem um significado para tudo)



Os bandidos que roubaram o carro poderiam ter levado qualquer coisa, calotas, as rodas, a bolsa da ''estranha'', até mesmo o carro, mas teriam que ter deixado a jaqueta. As chaves do carro estavam com o sóbrio do trio, que por sinal tem um ''pé pesado''. Os bandidos deixaram pistas, apesar da chuva muito forte as marcas dos pneus ainda estavam a vista, a posição que estacionaram, além da marca do cavalo de pau que mostrou muito bem o rumo que tomaram. A gasolina quase no fim o motorista avisa aos dois passageiros nervosos no banco de trás.


- Vou desliga o celular que já tem 96 chamadas não atendidas, parar pra abastecer essa porra e pedir informação a Reginaldo.
(ao frentista do posto de gasolina, Reginaldo era um homem branco marcado de bronze por também trabalhar até o meio-dia, ele tem cerca de um metro e oitenta e seis de altura, vivi mascando balas de gengibre e canela, mãos cheias de graxa que mesmo assim não o impedem de coçar seu nariz e outras partes do rosto e intimas).


Já no posto de gasolina!

- Rapaz eu vi um carro cheio de areia igual o de vocês, mas passaram por aqui a meia hora!

- Tinha quantas pessoas no carro? Tinha alguém de jaqueta? Sabes dizer pra onde eles foram?

- rapaz tinha umas cinco(cuspindo o resto do gengibre da boca), tinha um cara de jaqueta(fazendo um sorriso sarcástico esperando a reação de Apolo), não sei ao certo mais escutei o nome ‘’bar da praça’’.

- Praça do Bessa, brigado Reginaldo eu só no te dou um abraço porque eu estou molhado... (na verdade Reginaldo fede). Mas uma coisa boy, liga pro teu primo e pede pra ele passar lá, também quero a moto.

- Péra ai meu irmão! Tá achando que eu sou mordomo? Mania feia do carai de pedi as coisas seguidas, toma a porra da chave, fresco!Vou ligar pra o meu primo, mas fica me devendo viu? Seu viado!

- Na verdade estamos quites ou quer que eu desenhe o que eu fiz? E viado? É sua bunda!(risos)


A moto era uma trax, azul com um adesivo de bonita! Colada no lugar da placa. Apolo e ‘’sem noção’’ se sentam na bonita. A loira vai ficar no posto junto com o palio e Reginaldo ainda coçando suas partes intimas.

A tempestade ainda não parou e já esta quase amanhecendo, o bar da praça do Bessa aparenta está animado com um trio pé de serra tocando para as mesas.

Apolo continua a espera do primo de Reginaldo, Antonio que por sinal é capitão da PM...Antonio é do tipo justiceiro odeia sacanagem, ou qualquer tipo de delito seja ele, pequeno ou gravíssimo, se tivéssemos vários Antonios, na policia não teríamos medo de policiais, e andaríamos tranquilos nas ruas.


Apolo e sem noção sentam na mesa perto dos ‘’camaradas’’ que fizeram a festa com o carro e roubaram suas coisas. Estava tudo tranqüilo até ‘’sem noção’’ estupidamente fazer o que seu codinome deste conto estava esperando há muito tempo, ou seja, fazer um merda.


‘’Sem noção’’ se levanta da mesa e começa a soltar piadinhas com os caras, rindo de tudo que eles diziam, mencionando até mesmo a jaqueta de Apolo, chamando todos de machões e um monte de merda.


Ate que um deles se exalta e parte para cima de ‘’sem noção’’, que por sinal puxa uma garrafa de cerveja da outra mesa e chama o resto do grupo para vim todos de uma vez, ‘’sem noção’’ é metido a o lutador de ‘’muay thai’’, bom lutador por sinal, mas não o melhor, ainda esperava a ajuda de Apolo um carinha de um metro e setenta, cabelos cacheados, de calça jeans, e blusa de botão vermelha, calçando um coturno, odeia qualquer tipo de violência exibicionista, não sabe muay thai,e tem a maior cara de bobo que no faz mal a uma mosca.


Apolo continua sentado olhando o show do seu amigo de Paiva vulgo ’’sem noção’’, e prestando atenção em todo ambiente, triste porque a banda parou de tocar e as outras pessoas saíram da mesa.


Um dos caras que o roubaram a jaqueta se desvia da confusão e vai para o carro pegar algo nada bom para de Paiva, e para Apolo que estava junto e seria um comparsa, não o melhor comparsa, mas ainda seria um.


O previsível aconteceu o cara vem com uma arma trinta e oito, do carro, apontando para de Paiva que já tinha conseguido derrubar todos os outros bandidos, incluído o cara que usava a jaqueta.
O homem armado agora está a apontar a arma para de Paiva, Apolo está esperando só a sua vez, quando o tiro ocorre.

Era Antonio e uma viatura que deu um tiro para cima alertando o bandido armado que vira apontando para a policia.

- Parado você está preso!Jogue a arma e coloque as suas mãos para cima.


Apolo recuperou sua jaqueta que tinha todos os seus documentos, sua chave de casa, seu cartão de credito com a conta do cartão, o colar de ouro de sua irmã, de Paiva recuperou seu som, e os pais dos ladrões pagaram o concerto do carro, a loira recuperou a bolsa, Reginaldo recebeu sua trax de nome bonita intacta como Apolo tinha prometido, Antonio se surpreendeu com os bandidos que tinha coletes de policiais federais e uma quantidade de arma considera de forte calibre na mala do carro, fora isso a quantidade de bolsas e jóias roubadas era enorme.


Depois disso Apolo aprendeu a nunca mais andar com tudo em um bolso secreto de um jaqueta jeans, só a carteira de identidade ou de estudante, ou de motorista e um certa quantia em dinheiro é uma maravilha, de Paiva agora confia na mente de seu amigo bobo, mas inteligente e mesmo nervoso consegue ter boas idéias, nunca mais dar uma de super herói, e muito menos brigar em bar, porque pode e direto pra caixão e ser comigo por vermes mais cedo, a loira parou de beber.


Apolo conseguiu uma carona boa para o casa, Antonio e Apolo viraram bons amigos, de Paiva faz anos que não ver Apolo.

Mas ambos sabem que quando forem sair à viagem pode ser só de ida.

1 de nov. de 2009

Uma viagem só de ida.


Chovia muito forte no interior perto da BR, Dude esta indo pegar o seu primo na casa da namorada e deixar dois amigos de volta em suas casas, para voltar para a capital de uma vez, a chuva estava tão forte que o pára-brisa do carro não ajudava na visualização e o pior de tudo a neblina era muito intensa, quando de repete Dude perde o controle após passar por uma possa d’água extremamente grande, o carro agora está acoplando direto para um abismo, o carro está indo de lado, Dude sabe que se fizer alguma coisa ira piorar a situação, mas mesmo assim não tem reação nenhuma, o carro está se movendo muito rápido o jeito é esperar. O silencio no carro é evidente não só Dude, mas seus amigos também estão sem reação, o carro bate em um poste e os tira da queda, o susto acabou...


Quando o silencio tem tudo para ser quebrado o poste cai em direção do carro, direto para a cabeça de Dude, que ver a cena em choque, sua vida toda corre pela sua mente, mas fechar os olhos ele não ira, em questões de segundos essa viagem se tornara só de ida, antes mesmo que tivesse começado.


O poste cai, mas fica pendurado por outros fios, a centímetros do retrovisor do lado do motorista, Dude estava sem cinto de segurança, por sorte não bateu a cara no volante, um de seus amigos ‘’machucou o braço direito’’, o outro que por sinal também é seu primo, irmão mais novo do que iria ser buscado não sofreu nada. Dude não sabe o que fazer o carro do seu tio ficou destruído, sua primeira reação foi chamar Apolo, que por sinal estava ocupado, mas percebeu a ligação do amigo, o som está péssimo, ambos os celulares estão encharcados de chuva, ate que a mensagem chega para o celular de Apolo que não tinha nada que pudesse fazer.


Dude sempre foi um cara engraçado e poderia ser mais uma de suas brincadeiras para chamar a atenção de seu amigo, mais desta vez não era, Apolo sabe quando ele não está brincando afinal eles são amigos há muito tempo.


-Mensagem:
Boy é serio sofri um acidente aqui perto da BR, quando fui pegar Saulos quase morri duas vezes, o carro tá todo ‘’fudido’’. Por favor, não conte nada a minha mãe.


Assim que Apolo leu a mensagem do celular não pensa em mais nada até conseguir falar com seu amigo. Depois do susto, tudo estava calmo de mais porem a tempestade também ocorria na capital e agora já estava na hora de Apolo voltar para casa.

30 de out. de 2009

Na janela do tempo

São 03h00min da madrugada, mas uma vez o pesadelo de três anos atrás volta a tirar o sono de Apolo, que está morando por um tempo no apartamento de Mônica no centro histórico, a janela que da para a praça sempre fica aberta, e Apolo quase sempre aprecia o movimento.Hoje à noite está animada muitas pessoas tomando vinho no bar de esquina perto de sua casa, pessoas de roupas pretas, e casacos, homens e mulheres de cabelos compridos e usando coturno, Apolo conhece alguns deles. Costumava sentar com Mônica no bar de vez em quando, para conversar e discutir sobre varias coisas, Mônica era alguns anos mais velha que Apolo, mais às vezes lembrava mais uma criança, depois da quase morte de ambos eles nunca mais falaram da noite que se viram pela primeira vez, antes de entrarem na casa de Mônica pela primeira vez juntos.


Mônica era uma colecionadora de coisas antigas, tinha uma maquina de datilografar que ainda funcionava, e uma vitrola do tempo da segunda guerra mundial, muito bem conservada.
No armário um vestido de noiva usado por três gerações de sua família que, mesmo dizendo que nunca iria guarda no caso de um dia se tiver uma filha ela querer usar o vestido usado por sua avó, mais o que mas surpreende Apolo de tudo que Mônica guarda em sua casa, é a maneira que ela fala de todas as coisas, sabe a história de tudo até mesmo do prédio e do apartamento que virou agora o refugio das noites de desespero dos dois.


O pai e a mãe de Mônica eram nômades, viviam mudando de lugar toda vez que podiam afinal, o seu pai é militar, e sua mãe uma engenheira muito respeitada.
Apolo fica com um brilho no rosto toda vez que Mônica fala da sua família, seu pai um coronel ''banda voou'' que lutou contra tudo que apóia agora no tempo da ditadura e ainda se gaba de seus feitos de garoto ''rebelde'', sua mãe uma engenheira de família conservadora do interior de Minas. A família de Apolo é engraçada, seus pais são separados, e quando eram casados só existia sofrimento em sua casa, com certeza amor Apolo nunca viu em sua família, mais mesmo assim nunca deixou de acreditar, Mônica tem mais ou menos a idade de sua irmã que é mais velha que ele, mas Mônica ainda é um pouco mais velha que ela.


Mesmo assim ele trata sua irmã como caçula afinal toda a família há mima desde criança. O pai de Apolo é alcoólatra mais é um ‘’coroa’’ bem legal quando está feliz, poucas vezes isso acontece. A mãe de Apolo é o seu sorriso, mesmo achando que a velhinha seja muito retrograda ela ainda consegue fazer o ''humor rude'' dele mostrar uma barroca no canto da boca.


Mônica só viu a mãe de Apolo uma vez e mas foi rápido, depois desse dia toda vez que Apolo fala da mãe dele a discussão rola solta,para Mônica não tem como odiar a mãe de Apolo.


Os dois agora estão em um momento de crescimento, Apolo agora terminando de se formar em um dos seus três cursos superiores superiores, leciona arte e cultura em uma comunidade.


Mônica ensina dança e faz um curso de comunicação. Viajou para rever seus pais, e implorou para que Apolo ‘’amor de my life’’ tomasse conta de sua casinha do tempo.

28 de out. de 2009

Quando todos acordam (parte 2)

Os dois estão tremendo de frio, o coração que estava pela boca, agora está voltando para o seu devido lugar, a mulher começa a xingar o corpo esquartejado, de desgraçado e de outros nomes mais vulgares.


Apolo se ajoelha olhando para baixo e começa a limpar o seu rosto molhado de suor e de água de chuva, quando senti uma presença incomoda em sua frente, olha para cima e dar de cara com um cano da arma caseira de calibre 12. Seu corpo paralisa, quer gritar mas permanece sem voz, sabe que se fizer qualquer reação o disparo de uma arma calibre 12, mesmo caseira pode espalhar partículas de chumbo para dentro do seu cérebro, a mulher ainda não percebeu nada, ela está concentrada e nervosa que nem mesmo olhou para o rosto de Apolo, já o homem da arma de fogo agora sacia o seu momento de vingança, e pede quase silenciosamente para Apolo olhar para ele, Apolo não consegue, sabe que sua morte se aproxima e não consegue tirar o olho do cano calibre 12 que daqui a alguns instantes acabara com sua vida, seus olhos querem chorar, mas sua atenção não o deixa despejar suas lágrimas, sua boca apesar da chuva fica cada vez mais seca, e de repente sem pensar em nada ele olha para cara de seu futuro assassino, um homem de aproximadamente trinta e três anos cabelo liso na altura do ombro, buracos de espinhas em sua face, queixo largo, pele avermelhada,com um sorriso irônico, sujo de lama e de mato depois da queda, olhos vermelhos e negros vidrados em Apolo que começa a vendar seus os olhos, ouvindo o homem dizer.


 -A sua hora chegou desgraçado! O homem dispara, mas o silêncio perdura.


A mulher agora exausta ainda não olhou para trás, está de cócoras girando o corpo esquartejado pra baixo o barranco. O homem da arma de fogo não para de aperta o gatilho, Apolo já com os olhos abertos percebendo a cara de espanto do homem, que não acredita que a arma esteja danificada depois de cair em um barranco, o homem tenta usar a arma de fogo para bater em Apolo, sem sucesso Apolo segura a arma junto com o bandido, que tenta chutar-lo mais também sem sucesso, os dois agora estão caídos no chão, à mulher escuta o barulho ela possui o facão.Com medo, exausta, desesperada, e confusa, não quer matar mais ninguém. Porém não precisa Apolo já dominou o bandido que agora está sendo sufocado, a mulher mais uma vez se surpreende, com o rapaz de estatura mediana de um metro e setenta, conseguiu fazer de sua tragédia uma carnificina, o bandido agonizando, enlouquecido, batendo no chão e nas mãos de Apolo.


Em luta de vida ou morte não existe perdão.


Apolo se levanta os seus cabelos cobrem seus olhos, a mulher agora chora finalmente o seu pânico acabou


Apolo pede desculpas por tela deixada assustada, ela não sabe o que dizer e diz tudo bem, ambos não param de tremer, ela olha para ele pede para ir embora.


-Por favor, me tire deste lugar, por favor, não me deixe sozinha!


Apolo se aproxima da mulher de forma discreta, senta-se do lado dela e distorce o que acabou de acontecer.


- Que noite fria essa não?! Faz tempo que no chove assim. Mais uma vez ele a acaba de surpreendê-la, ela o olha
confusa e ele continua sozinho o diálogo.


Mas agora enxugando as lágrimas dela.


- Deixe-me limpar as armas e agente sai daqui tudo bem?Tenha calma, você mora aqui perto?


Apolo se distancia mais uma vez da mulher, para limpar as armas.


- Meu nome é Mônica. Diz ela para Apolo - Mônica lindo nome, o meu é Apolo.


- Bonito seu nome, não, não moro aqui. Roubaram o meu carro junto comigo pensei que era um seqüestro. Mas quando me dei conta eles só queriam me estuprar e me matar, ESTES MALDITOS DESGRAÇADOS AINDA BEM QUE ESTÃO MORTOS!Me ajude Não quero ficar sozinha.


Apolo limpa com sua blusa as armas, a de fogo joga no barranco, o facão de corta couro de animal ele deixa perto do corpo sufocado, que agora está com a cabeça dentro da lama, apesar da perícia criminalista de sua cidade ser fraca, eles perceberam que o corpo foi sufocado. Apolo vasculha todo o local por um bom tempo pergunta a Mônica se ela perdeu alguma coisa, não quer deixar nada seu ou dela exposto a cena do massacre, afinal dois estupradores mortos, uma vitima não estuprada, e um ‘‘herói’’ repentino seria mais suspeito. Nada de digitais, cabelos e documentos tudo limpo. Mônica pegou o seu carro que estava escondido perto do matadouro, mais desta vez com Apolo no banco de passageiros.

25 de out. de 2009

Quando todos acordam.

A noite está chuvosa, um rapaz chamado Apolo está caminhando na rua,usando um casaco azul marinho muito velho e uma calça jeans mais velha ainda que ele tinha há uns seis anos,calçando sua querida sandália japonesa, mas o que mais chama a atenção sobre sua fisionomia são os cabelos assanhados indo pra todos os lugares de seu rosto.


Como sempre ele estava despreocupado, afinal estava a oito quadras de distancia da sua casa, se bem que não era cedo, e a noite seu bairro não é muito agradável.


Até que ele escuta um barulho que o deixou assustado, um grito de uma mulher pedindo ajuda, achou que não era nada tornou a caminhar, mas dessa vez com passos acelerados, o grito estava ficando mais distante, mais a voz da mulher não parava de aumentar, se fosse uma armadilha a voz já teria parado, e numa chuva dessas não são todos os ladrões que ficam por ai.


Respirou fundo e resolveu voltar mais desta vez não andando, e sim já no embalo de sua carrida, era bom corredor sempre praticou esportes e gostava de correr na chuva.


O lugar não era muito longe, mais a rua não era a das melhores, afinal era perto da escadaria que dava para o matadouro, perto do colégio que terminou a quinta série.


Não parou de imaginar a situação que se meteu por conta de um ônibus errado foi obrigado a descer três paradas antes da sua, e justamente logo quando uma mulher pede socorro, sorte ou azar ai vai ele, correndo feito louco, em uma rua de lama se aproximando da mata fechada, quando encontra a mulher, ela estava com uma saia de linho branco, cabelo castanho escuro,liso e grande, estava no chão encurralada sobre suas costas um barranco e havia dois homens com aparências nada agradáveis em sua frente, os dois mediam aproximadamente um metro e oitenta centímetros, um segurava uma arma caseira de cartucho calibre 12, o outro um facão de cortar couro de animal que estava acabando de jogar no chão para ficar mais avontade com sua vitima que já possuía uma boca manchada de sangue, e uma cara de medo que Apolo nunca tinha visto antes em nenhum filme de terror.


Apolo estava a uns cinqüenta metros de distância desta cena torturante, mais não sabia qual atingir primeiro e não tinha muito tempo para pensar, colocou suas sandálias nas mãos, pegou um pouco de impulso quando decidiu atacar o homem com a arma de fogo(muito lógico).


O Homem que deixou o facão no chão não tinha se dado conta onde o seu amigo foi parar, assim que estava começando a se aproximar mais de sua vitima que de repente tinha parado de gritar, vai ver já imaginou que ninguém iria ajuda-la naquele lugar.


Apolo tinha derrubado o homem da arma de fogo no barranco, e já estava por de trás
do que fez o favor de abandonar o facão que agora esta em suas mãos.


-NÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!


A mulher grita desesperada, depois do que acabou de ocorrer, um dos monstros que a atormentava estava desmaiado, por conta de um soco dado em sua nuca por Apolo, a mulher pensava que ele teria morrido, apolo a ofereceu o facão cedo de mais para que pudesse saciar sua vingança.Pois o dono da arma de fogo tinha acabado de voltar...(continua)