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5 de jun. de 2015

Primeiro dia



Eu lembro do primeiro dia, tinha muita gente triste, muita gente sozinha.

Eu lembro do primeiro dia e tinha muita gente estranha, muita gente triste, 3(três) malucos fazendo arte, e nós dois estávamos lá, ao redor de uma loucura, dentro de um sonho, de um pesadelo.

Eu suava muito, e ela também, eu queria proteger ela, ela queria ficar comigo. Eu também queria ficar com ela.

Eu lembro do primeiro dia, era na verdade uma noite, e estávamos lá juntos. Em um pesadelo, ou era sonho, mas eu queria ela ali, e queria abraça-la, ela tava me olhando de canto de olho, e eu acompanhava seu olhar, ela sorria de uma forma sexy. E os três malucos fazendo arte, e as pessoas tristes, e assustadas, e nós dois enamorando, se olhando e se esbarrando.

Lembro do primeiro dia, lembro de como eu a queria. Eu ficava atrás dela abraçando, e ela de mão dada comigo, não lembro quando dermos a mão, mas não queria soltá-la, e ela me olhava de canto de olho com um sorriso me guiando naquele pesadelo.

Lembro do primeiro beijo, saímos com as mãos ainda dadas, e se olhando, sem conversar muito,
eu estava nervoso, mas ela me olhava e sorria.

Sentamos nos beijando e foi assim que eu me lembro, lembro do primeiro dia, que era na verdade uma noite, uma noite feita para nós dois.

Eu lembro que eu só queria beijá-la por mim até hoje eu não teria saído de lá.

16 de setembro.


1 de fev. de 2014

Vamos Embora, ou não.

Meu Janeiro foi embora. Pois é, acho que vou embora também.

De preferencia pegaria um trem, mas por conta dos gringos unidenses sou obrigado a ser refém rodoviário.

Acho muito chato chamar gringo unidense de Americano, afinal é o país menos Americano que existe. Não tem borogodó.

Fevereiro... tem carnaval . ooops carnaval esse ano será em março.

Hoje eu escutei uma musica da Chiquinha Gonzaga, com o mesmo nome do titulo desse texto.

Depois corri para ouvir o Ben Jorge, e uma musica do Los Hermanos, só para não ficar doido de que "Vamos Embora Meu Bem" é uma frase musical desejável... sonoramente na minha cabeça nas ultima semanas por cantores diferentes, até mesmo o Buarque canta essa frasezinha em um álbum solto da época que ele comia o Brasil inteiro.

Fiquei pensando nessa frase e para quem esses compositores escreveram... O Jorge provavelmente escreveu para Tereza, ou para uma mulata, sobre Dona Chica eu não tenho muito estudo e não vou perguntar a Deus por que a preguiça é maior, o Camelo tem a Malu, se bem que quem canta essa parte é o Rodrigo Amarante (que acho que tem uma voz bem mais sonara que a de Camelo).

Pensei então no fato: Com quem eu iria embora?

Se fosse ano passado eu citaria uma lista considerável de moças; (uma em especial.).

Mas deixemos o passado no lugar dele.

Depois mais uma interrogação apareceu.

Quem seria meu bem?

E então percebi que sou um cara digamos "solitário", só que não solitário de sozinho, de não ter ninguém, não, não, não, ter eu tenho... Mas eu gosto de ser solitário. Existem pessoas que não conseguem ficar sozinhas, e ficam procurando alguém o tempo inteiro.

Eu sou apegado aos meus amigos, bem...digamos que eu era.

Agora estou apegado muito mais a meu próprio eu.

Depois fique pensando se isso teria me tornado mais egoísta do que sou, só que acredito que é mais autoproteção do que egoísmo propriamente dito, afinal quem foi que disse que tudo na nossa vida tem que ser compartilhado com alguém?

Também não estou dizendo que não gosto de compartilhar vivencias, ou vivenciar a vida junto com pessoas. Só fiquei refletindo que nem sempre as pessoas que você gosta de vivenciar a vida, e compartilhar coisas, querem fazer isso com você de coadjuvante, antagonista, escada, figurante... E o melhor que temos que fazer é respeitar essa decisão.

E a pessoa ao qual me veio na mente, foi justamente quem me fez(forçou) refletir sobre o paragrafo acima. E atualmente me sinto desconfortável em saber que meu: "vamos embora, meu bem" é por alguém que quis que eu fosse embora.

28 de jan. de 2014

Carta para A&M

Sei que faz tempo que não lhe escrevo, sei que faz tempo que não digo como anda a situação atual econômica, mental e emocional desse palhaço vagabundo.

Só queria dizer que aquele meu "probleminha" aumentou.

Ainda não inventaram remédio, e o tratamento é muito demorado para que eu resolva fazer isso agora. Minhas dificuldades estão me deixando com vergonha, tem momentos que eu não consigo escrever uma palavra certa, se até agora eu fui bem saiba que demorei bastante.

Hoje encontrei mais um inchaço na minha cabeça perto do ouvido esquerdo. Estou com meu relógio biológico um pouco atordoado, mas acredito que corrigi. Finalmente estou me entendendo com o curso superior que escolhi, a qual seu Marido e você dizem que foi uma cagada e a prisão que eu resolvi me perder.
Diga a Apolo, que eu ri muito com foto de Budapeste.

Hoje me deu vontade de ouvir musica por fita cassete(cacete, como a gente dizia) "olha a fita, cacete!".
Pena que não tenho tocador de fitas, nem fita nenhuma, o máximo que consegui foi achar um site que você da play e fica vendo a imagem de uma fita enquanto a musica toca.

Fiquei pensando no que vocês me disseram, e estou começando a concordar sobre. As pessoas estão indo embora, enquanto eu fico nessa prisão.

Conversei com a Dona Maria, ela me pediu para que eu aguentasse mais um pouco até a "the police" se formar, e provavelmente ela se formará primeiro que eu. Só que isso não é um problema para mim. Fora a parte acadêmica que acredito que agora vai, também acredito que passarei a ter um salario regular ainda esse ano.

Vou conversar com  Dona Maria que talvez se case em março. Esse ano muitas coisas vão acontecer em março além do carnaval, espero muito que a maioria delas sejam coisas boas e maravilhosas.

Não vou poder viajar para me encontrar com vocês esse ano. Eu queria fazer isso na verdade quando eu me ajeitasse... me estabilizasse e resolvesse meus problemas pendentes. Mas não se preocupem que visitarei vocês um dia, se vocês não chegarem de novo de surpresa. Só vou avisando que coloquem mais um lençol e travesseiro alem do meu, ou arrumem um casa logo para mim.

Sábado me encontrei com um leitor deste humilde bloque desconhecido, e ele só falava de vocês dois. Pediu para que eu escrevesse mais sobre, porém prefiro por enquanto guardar vocês só para mim.

Estou fazendo o que você me pediu Mônica, maldita!

E queria lhe agradecer por isso, cuidar do nosso jardim pode trazer surpresas bem mais agradáveis que regar o jardim dos outros, ou caçar borboletas. (plagiando Quintana).

"Ela voltou arrombando a porta, sem pedir licença. Muito mais linda que da ultima vez que a vi."

:) torçam por mim!

Sim,
Não estou com saudade de vocês, apenas dos barulhos.

11 de jan. de 2014

Coisados #3

As últimas palavras dela para ele foram congelantes. Não por conta do inverno chinês no mês de Janeiro, nem por conta do ar gelado que saia da sua boca por conta do sorvete de napolitano, mas pelo arranhão que causou na armadura do seu peito, fazendo lembra-lo que ainda tinha coração.

Fazia cerca de 8 anos que ele ouvira tais palavras, fazia cerca de 8 anos que eles nunca mais se viram.

A penúltima noticia que ela ficou sabendo dele, foi que tinha saído da cidade natal dos dois, cerca de um ano depois da morte do seu pai. E que voltara para visitar um amigo que se meteu em um acidente de transito provocado por dois bandidos.

A a penúltima  noticia que ele ficou sabendo dela, foi que ela descobriu que seu marido a traía desde o tempo em que eram namorados, e que ela o tinha perdoado e estava feliz.

A ultima vez foi que ela se separou do marido, logo depois que seu terceiro filho nasceu.

A ultima vez que ela ficou sabendo sobre ele, foi que finalmente ele tinha se casado com seu grande amor. Foi no mesmo dia que ela lembrou das palavras congelantes.

8 de jan. de 2014

Dr. Pittsburgh #1

No escritório do Dr. Pittsburgh

Diga-me George por que você está aqui hoje?
─ Dr. Pittsburgh eu preciso de ajuda.
─ É para isso que estou aqui, diga-me qual é o seu problema?

Cada dia desprezo mais pessoas que se acham mais inteligentes e melhores que as outras.

Essas mesmas pessoas só conseguem ver os defeitos dos outros, só conseguem julgar os outros, só conseguem cobrar dos outros, só conseguem ver as boas ações que fazem, e às vezes não são nem boas ações.

O que mais me assustas dessas pessoas melhores que eu, e mais inteligentes que eu, é a capacidade delas de julgarem os meus atos e os atos de pessoas inferiores e desprovidas de inteligência, (como diz um amigo meu: “deficiente de inteligência”).

Eu discordo desses termos, e discordo ainda do poder de julgamento das pessoas que se acham melhores ou que pensam dessa forma.

Lógico que você sempre conhecerá algum babaca, ou agira como babaca alguma vez na sua vida. Mas terá pessoas que não acharam babaca alguém que você julga ser babaca.

Mas para mim pessoas que pensam dessa maneira, mesmo sendo inteligentes, são pessoas babacas, ou inteligentes babacas.

Eu não gosto muito daquela expressão: “A primeira impressão é a que fica”. Não se pode julgar alguém por uma única impressão que você tem dela.

Já fiz isso algumas vezes, e me surpreendi depois (evito muito de fazer isso). E já fizeram comigo isso algumas vezes e não deram oportunidade para que eu pudesse surpreender, ou vai ver deram e eu não consegui o feito.

Essas pessoas que julgam logo de cara, seu caráter, ou sua índole, ela deve ter superpoderes ou achar que tem superpoderes.

Eu estou ficando muito irritado com isso, o ponto de deboche que pessoas que se dizem melhores fazem com outras pessoas é tão grande, mais tão grande que chega a ser humilhante, e ultimamente estou vendo isso com frequência, e todos os dias, e não sei, sinceramente não sei como fazer para continuar vivendo em harmonia com pessoas assim.

Há um tempo eu estava conversando sobre um assunto em uma rede social com dois colegas meus, e do nada, praticamente como um relâmpago, surge um amigo meu, com uma resenha totalmente absurda sobre o assunto, que estávamos conversando, meio que “colocando vinho em um copo de água”, “confundindo o c* com as calças”, o que acabou nos assustando, fazendo um dos meus colegas sair da conversa, me fazendo “ignorar”, dar uma de doido, e ver o meu outro colega pacientemente explicar que o assunto “vomitado” pelo meu amigo, não se adequava a conversa que estávamos tendo.

O que foi em vão, afinal pessoas melhores que outras, não gostam de estar erradas sobre algo, mesmo sem ter conhecimento adequado sobre o assunto, esse meu amigo insistiu, bateu o pé, para começar uma discursão com o meu colega, paciente, um assunto que meu colega conhece muito bem, coisa que meu amigo não sabia.

Conversa, vai, conversa vem, meu amigo induzindo coisas e impondo coisas, para ganhar o argumento, sobre meu colega, e esperando likes, e aplausos de fantasmas, porque isso não aconteceu. Até que meu colega já sem paciência e com educação preferiu ignorar uma discussão sem futuro.

Um pouco antes disso, observei que uma amiga minha estava sendo ofendida nessa rede social, por postar noticias e algumas besteirinhas interessantes, por uma menina, que provavelmente estava com invejas por não receber tanta atenção, o que me fez ficar muito espantado, como um simples gesto natural de compartilhamento de opinião, pode ser um motivo para uma briga com fins mais graves.

Hoje em dias as pessoas estão tão preocupadas com as suas imagens, que qualquer coisa, é motivo para barraco, discussão, deboche, briga, e não duvido nada “Assassinato”, já que onde eu moro, o que mais aparece são pessoas sendo mortas por terem discutido com o assassino em algum lugar, por acerto de contas, ou por coisas mais estupidas.

As pessoas esqueceram que elas são mais que sua imagem, elas esqueceram que elas são pessoas e que elas vivem em sociedade, que existem pessoas com opiniões diferentes, sobre assuntos diferentes e maneiras de comportamentos diferentes.

Elas esqueceram que caráter, índole e modos de agir, são o que realmente pode abalar sua imagem.

Quando era criança eu fazia a primeira serie, e um menino da quarta me chamou de “filho de uma garota de programa”, eu fiquei com raiva e surrei o menino, sim surrei. Chequei em casa levei uma surra da minha mãe, que disse:

Deixava o menino falar o que quisesse você sabe que eu não sou o que ele disse, não tinha pra que ter batido no menino, agora quem foi visto como errado foi você.”.

Eu era criança e não tinha entendido muito bem o que ela tinha me dito, mas parei de brigar na escola, para não levar uma surra quando chegasse em casa, mas continuava brigando fora da escola.

Até que um dia, um pouco mais velho, comecei a ser ofendido pela minha aparência, e comecei a entender que se eu me importasse com o que as pessoas diziam de mim, era porque elas teriam um pouco de razão, parei de brigar, as falácias aumentaram, afinal o que eles mais gostavam era de me verem com raiva, e tentando agredi-los, mas nunca fui de agredir ninguém mais fraco que eu, e agredir quatro, cinco, seis pessoas seria complicado, ir pra diretoria com toda essa quantidade de pessoas se fazendo de vitima.

Entendi completamente o que minha mãe disse, e hoje quando alguém falar os deboches que falavam antes, eu ignoro, ou me aproximo com educação e calo de maneira educada.

“Você deve achar legal, ofender alguém perto de sua namorada, mas acredito que ela deve achar isso muito imbecil de sua parte.”.


Por conta desses tipos de situações ando evitando adentrar-me em discussões.

Então era isso Dr. Pittsburgh.

(Silencio)

─ Dr. Pittsburgh?

(Silencio)

─ Dr. Pittsburgh?! O senhor está aí?

(Rodolfo se levanta e procura o Doutor pela sala, descobrindo que estava sozinho, até que encontra uma folha na poltrona do Doutor.).

─ Você fala demais! Cansei! Passar Bem.

Ass: Dr. Pittsburgh.

7 de dez. de 2013

Só pra não perder a forma!

Aquele acidente na noite de 5 de dezembro de 2013.

Ele não queria ter morrido, não queria ter provocado dor e sofrimento na vida de seus familiares, amigos e de pessoas ordinárias.

Estava apenas descendo do ônibus 5210 em Mangabeira, para pegar qualquer ônibus que fosse para os bancários, assim são todas suas noites quando não precisara ir a aula ou trabalhar.

Não conseguia pensar em mais nada a não ser em descer os dois degraus da porta de saída do 5210 ir para calçada e andar 3 quadras até chegar a outra principal do bairro, onde pegaria o ônibus para seu destino.

Estava com a garganta um pouco seca, e com os músculos da perna doendo, pelo andar nem parecia que tinha vinte e poucos anos, parecia mais um velhinho de sessenta e nove com problemas de coluna descendo degraus vagarosamente.

O motorista pensava que ele era deficiente, não só o motorista como os outros passageiros, e a moça magrinha de cabelos loiros, coco chanel e vestido marrom mofado que o lembrou a atriz de Bastardos inglórios, só que mais bonita e mais nova, ele próprio também pensava que era um deficiente.

Antes de começar qualquer desejo assombroso e intimo sobre a moça magra de cabelos loiros coco chanel, e vestido marrom mofado que lembrava a atriz de bastardos inglórios só que mais bonita e mais nova, ou de pegar seu celular em uma bolsa de algodão azul que mais parecia uma sacola de carregar farinha, para ver a hora.

Assim que tocou os pés no asfalto e deu um passo para calçada, um táxi siena, bate na sua perna direita a exatamente 40 km/h fazendo seu corpo se elevar do chão, e suas costas baterem em cima do capô do taxi, sua cabeça no para-brisa, parecendo aqueles bonecos de bambu que são modelos de anatomia.

O taxista continuou acelerando até o corpo cair de cabeça no asfalto.

O ônibus tinha ido embora, felizmente a moça magra de cabelos loiros coco chanel, e vestido marrom mofado que lembrava a atriz de bastardos inglórios só que mais bonita e mais nova, não tinha prestado atenção no que ocorrerá ao lado da sua janela, pois estava digitando rs, rs, no chat do facebook, comentando sobre um rapaz que descia do ônibus como se fosse um personagem de
monty phyton no episódio Ministry of Silly Walk.

Na mesma hora e mesmo minuto que a cabeça do rapaz de vinte poucos anos tocou no solo, Jorge acabará de fazer um golaço contra o time da cidade de cima da sua rua, depois de ter driblado os três jogadores mais violentos do bairro.

A 3.000 e poucos km de distancia, Fernanda fecha a porta após escutar sua irmã reclamando da dor na coluna, antes de colocar Alive de Pearl Jam no ultimo volume.

O Abolicionista @Zumbi_Valeu lamenta a morte de Nelson Mandela no Twitter. 

A 500 metros do acidente, Juliana é pedida em noivado. 

Na escola do Liceu no centro da cidade, Luiza esta se dando bem em uma prova de Português.

Perto da praia Julio é pego por sua mulher com uma amante em um restaurante, a 800 metros dessa briga, Emmanula acende um "beck"

Nos Bancários, Joaquim acende um cigarro depois de ter voltado da escola onde ensina.

No alvoroço do acidente, Neto rouba a bolsa de algodão azul de Thiago, que esta imóvel do lado do táxi.



27 de out. de 2013

O mais cruel de nós.

A dor de saber que ela matou ele, deve ser suportada pelo mais cruel de nós.

Pelo mais cruel de nós. Pelo mais cruel de nós. Pelo mais cruel de nós. Pelo mais cruel de nós...

Isso ficou vagando na minha mente por dias, semanas, e agora meses.

Presenciar fatos desumanos todos os dias, é natural da humanidade.

Mas ter uma dor pesada assim no meu peito, e ter que guarda-la só pra mim é algo que eu pensava que não seria tão difícil.

Acontece.

8 de mai. de 2013

Sobre você, sob você.


Sobre você, sob você. 

Sobre teu pescoço, meu rosto sob teu pescoço, rosto, corpo.

Sobre teu cabelo, meu cabelo sob teu cabelo, ouvido, membros, sossego.

Sobre conhaque, café e cigarros.

Vou falar de cachaça, e vinho tinto.

Sobre você, eu não preciso ter dizer, sob você eu não preciso ter que me dizer, sobre eu e você, não precisamos dizer nada. Só precisamos nos dizer. 

Para você eu falo do seu cheiro, do seu corpo, do seu olhar. 

De você eu penso,

Sobre aquele churrasco, dado pro(a) cachorro(a).

Para você eu digo,

Sob seu suor cheiroso, das musicas do C. Veloso.

Dos esquadros "calcanhottos", do romancista Drummond,

Das estrelas de Olavo B.

Sob você imito o passarinho de Quintana.

E me acalmo feito as tartarugas de "'Manel' de Barros".

Se nem o tempo tem pressa, por que precisamos ter?

Não importa se é sob ou sobre

Estou falando de você.

Do quanto te desejo, de como te desejo, sei que não te tenho, talvez nunca vou ter.

Mas não importa eu, importa que sou seu(teu), sob ou sobre você.


18 de mar. de 2013

Lapis verde, madrugada, despedida, e um pedaço de papel

Eu sei que tudo que passou não volta, mas meu coração lamenta saber que te perdi. Foi muito triste te ver partir, e agora por saber que não vou mais ter você aqui, não consigo mais sorrir.
Sabendo que não vai adiantar, e meu sorriso embora já se vai, pro meu coração de te lembrar, e uma lágrima  de meu olhar sair, fazendo de um lacrimejar, um rio de lágrimas cair.

26 de fev. de 2013

Cólera.


http://thigobraga.tumblr.com/post/43320937258/colera

Dançando se foi sem medo, das minhas mãos.
Não toco mais em teus cabelos.
Perdi-te em um beijo amargo, já injuriado por varias amarguras.
Ora eis tu divina lua, oras eis bonita estrela distante.
O que tens de mim é cólera.
 Afasta-te de mim, corre, foge, então somes.
Afasta-te de mim, pois tua cólera ainda me sangra.
Corri, desembestado ao encontro de vós estrela,
Que me jogou uma carta de mentiras, e asneiras,
Tolo como sempre fui.
Acreditei mais uma vez.
Corri desembestado, pra provar da ultima mentira de vez.
Cadente tu virastes, mas desejo nenhum eu soltei.
Nenhuma vela eu soprei, nem um pedido roguei.
Jogado aos porcos fui.
Olharam-me como um mero coitado.
Morto seria se ajoelhado tivesse a vós.
Dei minha vida apagada, mil vezes a vossa estrela bonita.
Maravilhosa lua.
 O que fizestes a mim?
Eu que limpei tuas lágrimas, que cuidei de tuas feridas,
Diminui a tua febre, te abracei na loucura.
E o que me destes ó bela estrela?
Traíste-me.

****
Eu plebeu cresci com nobres,
Mas nobre não era.
Lutei com eles, na primeira linha de batalhas e de guerras.
Sobrevivi, e aclamado fui.
Ganhei meu lugar em Ágora,
Por astúcia, não por tolices.
Mesmo sendo pobre,
Os Heróis me tratam como igual em nobresa.
Nunca fui ferido, nem cortado,
Nem sangrado.
Amaldiçoado fui, bruxaria fizeram-me.
E sempre de pé fiquei.
Mas vós bonita estrela, vós que sempre cativei.
Feriu-me pior que flechas e lanças,
Açoitou-me, flagelou-me.
Cuspiu-me.
Então de mim afasta-te, pois vossa cólera ainda me sangra.
 Meu lugar em Ágora, tirado foi.
De astuto, virei tolo.
Não tenho espólios,
Toda minha Honra virou Vergonha
****

E até a mais bela das flores,
Me quer distante.
Flor que me curou da tua primeira flechada,
Que sarou a minha febre.
Uma flor, que mesmo estando na terra.
É mais distante que a Lua,
Mais distante que vossa estrela.
Somes, corra, afasta-te,
Nomeia pro teu reinado,
Qualquer nobre.
Aqueça vosso leito com quem quiseres.
Mas deixe-me em paz.
Pois Cólera por ti ainda tenho,
Ainda Sangra-Me.
Segues com vossa escolha,
Assumes vossa decisão.
Pois de vós não quero mais nada,
Além de cólera, e silencio.
***
Seguirei minha jornada,
Passando pelo Hades.
Rogarei para Atenas e Apolo,
Que dos Deuses ainda me guardam.
Como disse o forte Ajax,
De fronte com o Genioso Odisseu,
Atenas sempre protege os Seus.
É com Atenas que eu vou, atrás da flor.
Pelo sol guiado por Apolo.
Flor que está distante,
Flor que Sara qualquer ferida vossa.
Flor que esperança meu peito roga.
É pela Flor que dobrarei meus joelhos.

28 de out. de 2012

Soneto de Pierrot


Eu só quero dizer que dói.
Dói quando eu brigo com você.

Me dói, quando eu tenho que dizer,
O que é melhor para você,
Mesmo que não seja o melhor para mim.

Dói, saber que você não me ama assim,
De comentar o que eu fiz, para outro(mundo) ouvir.

Dói, quando vou dizer que te amo,
E logo me perguntas sobre um ciclano.
Depois me pedes conselhos para fulano.

Dói. Saber que o que eu faço não vale nada,
Ou que vale menos que uma frase,
Que não foi feita para você.

Dói saber que só sou visto, como apenas um amigo.
Que só sirvo pra te jogar para outros,
Por que eles valem mais a pena do que eu.

Pois bem, te deixarei em paz agora.
Já que é o que tu queres, te deixarei em paz.

Não mais pensarei em ti, como meu amor,
Apenas como uma amiga, só mais uma amiga.

Não mais que uma amiga,
Não como meu diário,
Não como meu amor secreto.

Só mais uma amiga e nada mais.

Seja feliz com quem você quer para sua vida.
Com quem você quer que seja.

Corra atrás do seus sonhos, que ele lhe convidou.
Mesmo que seja para um sonho que sempre lhe convidei.

Dance com seu amor a musica linda que ele botou,
Que sempre foi a musica que botei para nós dois,
E você nunca reparou.

Tenha uma filha com nome Agnes,
O nome da nossa filha que eu pensei.

Não me veja mais como quem gostas de ti.
Pois serei só mais um amigo teu.

Não o amor que você perdeu,
Por que nunca amastes Eu.

Por que você nunca, me amou.

Mas não serei covarde de sumir, de fugir,
Ou de correr, quando olhar você.

Nem começarei um duelo de espadas por ti.
Até feria isso, se tivesses me pedido.

Mas não farei por ninguém que não gosta mais de mim.
Por alguém que não me ama.

Quero ganhar pelo que sou.
E não matando, roubando, mentindo.

Mas isso não é mais problema, pois pra mim só eis poema.
E não mais o meu amor.

Mas isso não é mais seu problema, pois para mim só eis poema.
E não mais meu grande amor.

8 de out. de 2012

Sonhos e Pesadelos



Às vezes eu me sinto um velho idoso pelos conselhos que dou. Às vezes me sinto uma criança pelas crises de ciúmes e brincadeira extravagantes.

Sou um velho, sou uma criança, sou homem feito, depois me lembro da idade que tenho. Sou todos ao mesmo tempo. Sou corajoso, sou medroso, sou ciumento, sou covarde, sou engraçado, sou chato, sou triste, sou feliz. Mas te amo de todas essas formas, te amo não importa com qual esteja.

Sinto-me um dramaturgo, quando penso em te perder. Ensaio vários discursos, imagino minha vida em tempo futuro, começo a chorar, a tremer, até parece que brigamos de verdade.

Eu ensaio dores, ensaio tragédias, para que caso elas aconteçam eu não demostre tristeza, e sim uma insensibilidade assustadora.
Mas, quando penso em ter te perdido, só me vem uma solução. E ela é dolorosa, mais dolorosa que a morte, é sumir de sua vida. É fugir de sua presença, é esquecer sua voz.

Sinto-me um comediante, quando penso em ter você. Só em sonhar poder seu eu mesmo sem medo, dizer que te amo sem risco de te perder, me da uma alegria que faz meus olhos lacrimejarem. Faço questão de improvisar nessa parte caso um dia aconteça, não ensaiarei nada. Eu nos imagino, em lugares, em viagem, nós dois sorrindo, abraçados, de mãos dadas, deitados, fazendo piada,
Nossos filhos dormindo conosco.

Perder-te é entrar em um pesadelo sem volta. É ter minhas alegrias derrotadas pela tristeza.

É ver meus sonhos sendo destruídos, um por um, e viver em uma realidade vazia sem esperança.

O meu amor, o que mais quero é ser amado por ti. Mas guardo isso em segredo, até dizer-me sim.

Desta forma, poderás ser livre, poderás escolher realmente de quem gostas, de quem amas, e com quem queres viver.

Saibas que meu amor sempre será teu. Só teu.

Saibas que nosso amor será só nosso. Mesmo que quem ame seja apenas eu, só eu.

5 de out. de 2012

Soprou


Soprou.

Soprou todo ar de seus pulmões, que balançou o papel preso na grade de sua janela.

Soprou todo ar mais uma vez, e o papel apenas continuou a balançar.

Pegou seu ventilado, colocou no nível mais forte, e o papel saiu da grade da janela se foi rumo ao chão.

11 de set. de 2012

Como Ludibriar a dor.

Uma ótima maneira de ludibriar a dor, é ficando inconsciente, seja por bebida, por desmaio, ou simplesmente por dormir.

O problema que ludibriamos a dor por um momento. Logo, logo ela retorna com os juros de quando estávamos inconscientes.


Por isso nada mais justo, de levar uma boa garrafa de álcool no bolso do colete, ou pedir a um amigo que lhe bata com um porrete, até ficares inconsciente mais uma vez. 

 
Aos que preferem dormir, desejem pesadelos fortíssimos para que quando acordarem, seja pelo medo do pesadelo, e não pela dor anterior. Por que belíssimos sonhos não apagam as dores, e sim outro tipo de dor, uma dor mais forte.

16 de ago. de 2012


Um dia olharei bem nos teus olhos,

E saberei da verdade que preciso

Para continuar minha vida.

Se me tornarei um cara sem graça,

Ou se continuarei sorrindo.

Sei que existem tristezas piores que as minhas,

Mesmo assim não vejo motivo para dizer que sou feliz.

14 de ago. de 2012

Fugindo do clichê


Fugindo do clichê da vida,
Das escolhas, das rotinas.
Brincando no escuro,
Convido sol para uma soneca.

Cabelo mal cortado, barba por fazer,
Embrulhado no lençol.
Soprando meu café,
Sonhando em ter você.

Estou fugindo do clichê da vida,
De más escolhas, das más rotinas.
Vou gritando no escuro,
Xingando o sol para minha soneca.

Com meu cabelo não cortado, minha barba sem fazer,
Embrulhado nos lençóis .
Sopro outro café,
Ainda sonhando em ter você


8 de ago. de 2012

Filhos do Brasil


Pedro tem oito anos de idade e já tem uma profissão. Ajuda seu pai e sua mãe a terem o que comer.

Pedro acorda sem saber quando vai dormir. Mas sempre dorme sabendo que daqui a pouco vai acordar.

Essa é a vida dele, ele não pediu para viver assim. Mas vive para um dia escolher como vai viver.

Pedro cata latinhas, papelões e recicláveis, o dia inteiro, a noite inteira.

O que Pedro mais gosta, é quando tomar banho, e um prato de feijão e arroz. A carne é cara. Mas os dias de guisado são os melhores.

Maria tem seis anos de idade, e ajuda sua mãe a lixar, e pintar móveis. Sua mãe faz bico de carpinteira, encanadora, pintora, e não nega trabalho.

Maria nunca viu seu pai. Mas sua mãe sempre está com ela.

O que Maria mais gosta, é um copo de leite e pão com manteiga e queijo, tomar banho antes de dormir, e quando sua mãe dorme junto com ela.

Essa é a vida dela, ela não pediu para viver assim. Mas vive para um dia fazer sua mãe feliz.

Não lembro quando conheci Maria, mas nunca me esqueci de como a conheci. Ela ajudando sua mãe a lixar uma cadeira de madeira.

Pedro eu vejo todos os dias quando saio na rua.

Maria e Pedro estão em todos os lugares, na face de várias crianças.

Questão de Perspectiva #0


Homem:
─ Matar um dragão, aí vou eu... matar um dragão e me tornar um herói.

Dragão:
─ Matar um homem, aí vou eu... matar um homem e me tornar um héroi.

25 de jul. de 2012

Memórias


Encontrei-me com bons amigos em um final de semana dessa greve.
E falávamos sobre, família, filhos, carreira, mulheres e sonhos.
Fiquei impressionado em ouvir os sonhos dos meus amigos, que compartilharam uma das minhas melhores épocas da minha vida. Foi como ter visto um Flash Back da maioria deles falando a mesma coisa de anos atrás. Alguns me causaram surpresa de ver como eles mudaram seus pensamentos e suas novas determinações, novos desafios, novas vontades.

E mesmo que tenha sido há muito tempo, nossa amizade continua verdadeira, firme e forte, ou seja, a mesma coisa. Mas não posso negar que tivermos várias mudanças, não só as nossas idades, formas físicas, e nossos cortes de cabelos que mudaram, nós nos tornamos homens.

Mesmo com brincadeiras e piadas de garotos, o tempo nos mudou. Só que com esse tempo inteiro sem vê-los e com várias histórias novas, surgiam às piadas velhas, os risos, e as "caras e bocas" de antigamente. O que também me impressionou foi como meus sonhos pouco mudaram.

Quando falávamos sobre, família, filhos, carreira, mulheres e sonhos, só pensava em uma pessoa além de mim, que se encaixava em tudo isso. Era tão natural que eu nem percebia, até que vi que eles que já tinham percebido, me fizeram prestar atenção nesse detalhe.

E que dessa maneira impressionante, que eles lembraram quem era, também caiu minha ficha de quanto tempo fizera que tinha contado esse detalhe para alguns deles. 

Nunca pensei que em uma conversa de lanchonete a mais de quatro anos atrás, fosse lembrada não só por mim, com minha memoria de elefanta ancião de decimo dã, e sim por todos que estavam presentes, e pelos que eu dia contei em conversas particulares.

Mesmo eu ainda envergonhado com a situação engraçada, um medo me bateu. Não é um medo pela mudança do meu cabelo, ou minha forma física, e sim essa pessoa que faz com que eu consiga falar sobre família, filhos, carreira, mulheres e sonhos, se é um dia quando voltar a falar sobre, família, filhos, carreira, mulheres, sonhos essa pessoa não estiver presente, o que aconteceria comigo, o que será do meu futuro?

 Alguém que faz com que eu ainda consiga pensar em ser feliz. Que faz com que eu ainda consiga sonhar. Mesmo que seja ela a única coisa que permaneça de concreto. Isso é o que sei, é por isso que vou lutar.

Vida, vamos em frente e seja o que vier.

23 de jul. de 2012

De Baixo do Guarda-Chuva




A chuva molhou meus sapatos, consequentemente minhas meias e meus pés, meu corpo estava coberto por vestes maltrapilhas e um boné italiano, que eram protegidos por um guarda-chuva enorme, com uma ponta de ferro em seu centro.

Eu adorava aquele guarda chuva, era capaz de proteger varias pessoas, também ajudava a me distrair, tentando equilibrá-lo com um dedo só, com as costas da mão, ou usando-o como uma bengala, além de me criar uma falsa proteção tornando em meus pensamentos uma espada contra mal feitores.

Era uma bela noite, apesar de estar-me ensopado dos joelhos para baixo. O barulho das batidas de sino do bondinho mostrava que minha condução estava se aproximando. E que o fim da minha maravilhosa noite estava perto do final.

Eu te amo.

Disse-me ela, com lagrimas caindo em seu rosto. Fazendo meu coração mudar o batuque e meu corpo inteiro esfriar... “Estava-me eu morrendo logo agora?”.

Meus olhos brilhavam iguais as lanternas dos faróis que orientavam os navios e os barcos em alto mar. E meu corpo ainda frio, suava dentro do meu terno e de minha calça.

Foi quando a chuva começou, e meu guarda-chuva nos aproximou, já que o chapéu que prendiam aqueles belos cachos de seu cabelo negro, não suportaria aquela chuvarada. E suas vestes se encharcariam toda.

A respiração dela parou quando seu corpo encontrou-se com o meu. Respirei fundo e a abracei forte, mesmo naquele frio, meu pescoço pingava de suor.

Não falaras n...

Interrompi suas palavras com um beijo, e nossos narizes gélidos se tocaram, cheiraram-se, e se conheceram. E nossos lábios, línguas e dentes foram devidamente apresentados.

Uma pequena linha de tecido de algodão separava as costas dos dedos, da minha mão esquerda, que tocava seu umbigo e segurava o guarda-chuva ao mesmo tempo. Seguido do momento que minha mão direita tremula como minhas pernas estavam, encontrou com uma nuca coberta de cabelos encaracolados.

Entrei no bonde ainda sentido o cheiro perfumado, que vinha da pele macia de minha primeira namorada. Continuei a sentir o corpo dela no meu, como se ainda estivéssemos abraçados.

O brilho de faróis dos meus olhos cessou, e as lagrimas jorraram com gosto salgado, paravam-se pelo meu queixo e percorria meu pescoço, outras se perdiam nos meus lábios esticados por não conseguir interromper o sorriso que estava formado.

Foi a primeira vez, que fui amado.